No governo de Manoel de Souza, no então capitania do Grão-Pará, quando vinham saindo das sangrentas perseguições de Bento Maciel Parente aos índios, no intuito da escravização, acobertada com a capa da “guerra justa”, os resgates se achavam em voga, organizando-se expedições importantes para fazê-los bafejados pelo poder, e incorporados pelos capitães-mor com as forças militares das capitanias, auxiliadas por numeroso contigente de silvícolas.
Numa dessas foi que Pedro Teixeira subiu o rio Tapajós, no ano de 1626, dez anos, portanto, após a fundação de Belém. Foi ele assistido por frei Cristóvão de São José, acompanhado de 26 soldados de tropa e grande número de índios. Aportando na aldeia dos tapaiuçu, na foz do Tapajós, Teixeira fez desembarcar as tropas na praia que hoje se localiza defronte da Praça Barão de Santarém, onde onde se entrincheiraram, aguardando os primeiros contatos de frei José com os tapaius.
A expedição de Pedro Teixeira foi bem sucedida e coube aos jesuítas a fundação de uma aldeia, com fins missionários.
Em 1758 a antiga aldeia do Tapajós foi elevada a categoria de vila. A instalação ocorreu no dia 14 de março, contando com a presença do governador Mendonça Furtado.