HISTÓRICO
Segundo os seus histotiadores, o município de Inhangapi surgiu a partir de um núcleo populacional que, originalmente, pertencia ao Município de Belém, onde aparece como uma das suas 43 subprefeituras, reconhecida como freguesia, sob invocação de São Vicente Ferrer, e criada pela Lei nº 14, de 9 de setembro de 1849, posteriormente extinta, passando a sede para Castanhal.
Os historiadores assinalam, ainda, que Inhangapi, era uma vila de Belém, e sede da paróquia do mesmo nome , não se encontrando registros sobre os instrumentos legais dessa elevação.
Até o ano 1900, a população do local era formada, em sua grande maioria, por habitantes de procedência nordestina, num total aproximado de 711 pessoas, das quais 346 eram do sexo masculino e 365, do sexo feminino.
Em virtude dos dispositivos contidos no Decreto nº 1.267, do dia 1º de julho de 1905, Inhangapi, em virtude dos dispositivos contidos no Decreto nº1.267, passou a constituir-se na 11ª circunscrição do Município de Belém.
Em 1920, Inhangapi é reconhecido como distrito do município de Belém.
Na divisão territorial praticada nos dias 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, assim como no anexo ao Decreto-Lei nº2.972, de 31 de março de 1938, Inhangapi aparece integrando o Município de Castanhal, até que no dia 30 de dezembro de 1943, foi reconhecido como Município, por ocasião da promulgação do Decreto Estadual nº4.505.
Mediante a lei nº62, de 31 de dezembro de 1947, sua sede municipal foi elevada á categoria de cidade.
O núcleo populacional original recebeu a denominação de Inhangapi, numa referência ao rio do mesmo nome que banha o Município. Inhangapi é um topônimo indígena que significa, "caminho do diabo".
Em 1956, Inhangapi (sede) era o único distrito do Município. Já em 1970, foi acrescido do distrito de Jandiaí.
No entanto, em 1989, aparece constituído, tão somente, com o distrito- sede.
CULTURA
Um aspecto interessante ocorre em Inhangapi com relação à festa do santo padroeiro, São Vicente de Ferrer. O dia estabelecido para a realização da festividade é 5 de abril, que coincide com o período da Quaresma. O fato provoca a transferência da festa para o segundo semestre do ano. A fixação da data fica a cargo do Conselho Paroquial.
A festa consiste numa procissão realizada no primeiro dia do período marcado e é seguida de novenário. No último dia , ocorre uma missa e um pequeno leilão. À tarde , uma procissão encerra a festa.
As manifestações da cultura popular, outrora fortes e ricas, passam por um débil movimento de revigoramento, após um longo período de subestimação e incompreensão por parte dos religiosos estrangeiros que lá passaram a atuar. Atualmente, as irmãs religiosas da Congregação do Preciosíssimo Sangue organizam festas juninas com apresentação de quadrilhas. No passado, porém, chegou a ser intensa a organização de grupos de bois-bumbás, cordões de pássaros, siriá e xote. A festa popular mais significativa é a do aniversário do Município, que coincide as festividades de Ano Novo.
Uma Biblioteca Pública, mantida através de um convênio da Prefeitura com a Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) e o Instituto Nacional do Livro (INL), representam os únicos equipamentos culturais de que dispõe Inhangapi.
O prédio da igreja Matriz do Fórum Municipal e a praça São Vicente de Ferrer constituem o patrimônio histórico do Município.