HISTÓRICO
Os primeiros habitantes foram os índios Aruans, iniciando a colonização com a penetração dos jesuítas, a partir de 1700.
Foi, a principio, uma fazenda que pertenceu ao Capitão-Mor André Fernandes Gavinho que, após obter uma carta de data de sesmarias, escolheu como local para construir sua casa, em frente a uma cachoeira no rio Arari.
A fazenda desenvolveu-se bastante, tendo o governo português em 1747, a pedidos dos vizinhos, erguido uma paróquia dedicada a Nossa Senhora da Conceição. A proibição formal dos donos da fazenda para construção, de casas, impossibilitou a formação de um povoado.
Em 1791, os fazendeiros vizinhos requereram ao governo a criação de uma vila no local, para que fosse possível a construção de moradias em torno da matriz, sugerindo a denominação de Cachoeira, o que fez com que o governador D.Francisco de Souza Coutinho fosse à ilha do Marajó para verificar com o dono da fazenda a cessão do terreno necessário para a vila, ele que se recusara a ceder o terreno e, assim, não foi possível a criação da vila.
Com a morte do dono da fazenda, seus herdeiros consentiram que os vizinhos construíssem casas no local, até que, em sessão de maio de 1833, o Conselho do Governo criou a vila, com o nome que tinha e lugar.
Em 1835, a vila de Cachoeira foi saqueada pelos cabanos e o seu arquivo foi destruído em 1877, com a Lei nº 886, de 11 de abril, Cachoeira perdeu a categoria de sede em termo judiciário, que passou para Ponta de Pedras, então elevada a vila, com zona desmembrada de Cachoeira, e retornando pela Lei nº1.010, de 27 de abril de 1880 para Cachoeira que, posteriormente, foi elevada a comarca. Conforme o disposto na Lei nº 1286, de 13 de dezembro 1886, a sede retornou para Pontas de Pedras.
A Lei nº652, de 12 de junho de 1899, extingue o Município, bem como o distrito judiciário de Monsarás e manda incorporar o respectivo território aos municípios de Soure e Cachoeira.
Em 1924, a Lei nº2.274, de 6 de outubro, elevou á categoria de cidade a vila de Cachoeira, sede do Município do mesmo nome.
Após a Revolução de 1930 pelo Decreto nº6, de 4 de novembro de 1930, o Município foi mantido, acrescido do território de Pontas de Pedras. Esta anexação foi confirmada pelo Decreto nº 78, de 27 do mês seguinte, que supriu o município de Cachoeira e, com esses territórios, criou o município de Ararirena.
De acordo com o quadro anexo ao Decreto-Lei nº 2.972, de 31 de março de 1938 e com a divisão territorial vigente no período de 1939/ 1943, estabelecida pelo Decreto- Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o Município era constituído apenas pelo distrito- sede.
Com o nome de Cachoeira do Arari, através da Lei Especial nº 1378, de 1956, recuperou posteriormente a antiga vila de Cachoeira à sua categoria de sede municipal.
É constituído, atualmente , somente do distrito- sede.
O nome Cachoeira originou-se do desnível do leito do rio Arari, que no verão, provoca uma precipitação de água em cachoeira. A denominação é de origem tupi e significa " rio das araras".
CULTURA
A principal manifestação religiosa de Cachoeira do Arari é a festa de Nossa Senhora da Conceição, realizada no terceiro domingo de dezembro.
A dança de carimbó é a forma mais freqüente de manifestação da cultura popular do município.
Utilizando argila, de arumã e juta, os artesãos locais produzem vasos , tipitis e cestos.
Duas bibliotecas são mantidas em Cachoeira do Arari em convênio da Prefeitura com o Instituto Nacional do Livro(INL).
Conta o Município com o Museu do Marajó, constiuído pelo padre Geovane Galho, que expõe sobre a região do Marajó, sua história, crendices, curiosidades, além do artesanato local.